Encontrando um caminho para o fluxo na vida

Algumas hipóteses de como um homem pode fluir na vida


Vivemos a mercê do controle puramente mental, em que nos entregamos a aceitar apenas aquilo que faz parte da nossa preocupação, ou daquilo que está nos atingindo agora. A "preocupação" nos coloca distante do SENTIR, porque sentir nos pede para viver e OCUPAR-SE com o presente.


Quando deixamos de nos "OCUPAR" damos espaço apenas para as PREOCUPAÇÕES. Enquanto ocupar é dirigir-se para viver o presente, sentindo o que nos afeta e o que pode ser a consequência do que ocorre agora, PREOCUPAR significa não fazer nada aqui e agora, e sim deixar a mente ocupada em pensar sobre o que pode ser, e aí nos esquecemos de perceber o que está acontecendo aqui.


Na prática isto se reflete em pequenas e grandes situações da nossa vida, que nos afeta enquanto indivíduos e humanidade: não aceitamos que o planeta está sendo destruido climáticamente enquanto algo deste problema não nos atingir diretamente, e enquanto ocorrer com os outros (seja lá qual for o problema) não se tornou um problema meu. Fechamos os olhos e os sentidos para os mais diversos problemas sociais que ocorrem na nossa frente e somos insensíveis a eles enquanto não nos atinge. Pregamos conceitos de moral e bons costumes para os outros até o dia em que nos vemos vivendo a situação que nós criticamos, e passamos a corromper o ideal que pregávamos.


No fundo fomos educados e vivemos (e também herdamos) padrões de comportamentos competitivos, acreditando que deveríamos nos ocupar de superar os outros, de superar situações, de nos ocupar em lutar. As situações que não nos atingem passam a ser elos motivadores para fazer nos movimentar como se assim nos tornassem melhores perante os "outros" e nos dessem "força" para continuar vivendo e correndo atrás dos objetivos traçados, que normalmente não foram planejados por nós, e sim calculadamente pensado por interesses externos: políticos, econômicos, financeiros, particulares (provenientes de outras pessoas ou meios que convivemos, principalmente midiáticos (jornais, por exemplo).